domingo, outubro 19, 2008
Sobre a solidão ou os diálogos da mente...
terça-feira, outubro 07, 2008
quinta-feira, outubro 02, 2008
ah, se somente elas pudessem me fazer feliz
ah, se elas fossem eternas
ou eternizadas
Queria eu ainda manter o sonho romântico sobre nós dois
nas alamedas de nossas vidas
nos colégios de nossos sonhos...
Esta vida toda mortal que me foge a cada dia
este amor que é tão real,
não pode ser utópico... ele existe
e está aqui... dentro de mim
querendo sair.
Este amor, que impregna minha alma
tudo a minha volta é "ele"
ou ela, quem deu sexo ao amor?
Ah, queria eu ser sei lá o que...
queria eu ter incerteza de muitas coisas
queria que esta angústia do poder vir a ser
nao existisse dentro de mim, mas existe
Ah, se não fosse humano, eu?
mas o sou e muito por sinal
tenho minhas neuroses
tenho todo o peso de minha época
tenho tudo e nada.
assim sou.
todo amor e todo realidade
pois sou fruto de tudo e de nada.
por que meu ser é unico e indivisivel.
confuso e certo de algumas coisas.
ah, se eu mandasse tudo à merda!
Lorde Wenceslau, 25/07/2006.
Crônica Inacabada dos Três Seis
Reflexão poética
Eu não sei, nesse momento eu só digo isso. Não sei.
- Wenceslau Teodoro Coral.
terça-feira, maio 27, 2008
Palavras Mortas
Morrem antes de conhecerem o mundo por minha boca
Abortadas, vão parar em uma mesa de bar depois da terceira dose de absinto
Pálidas, solitárias, magricelas, palavras covardes!
Queria compor um soneto com as gêmeas siamesas que abortei quando
Tomei aquele dark dreams noite passada, queria lembrar o que escreveria com elas
Gostaria de senti-las vivas, mas sinto apenas a dor de não conseguir Pari-las
Sou a mãe desnaturada destas palavras abortadas, sou a puta que transa com as idéias
E depois não arca com as conseqüências.
Marginais, drogadas, amaldiçoadas seriam elas se houvessem nascido!
Filhas de uma puta das idéias, idéias que vêm passam uma noite a vão embora
Queria ser mãe certa para estas palavras que morreram,
Sentir a dor do parto, não do aborto, ainda mais, sentir vida, não morte dentro de mim.
Quereria poder parir estas palavras mortas, não abortá-las.
Wenceslau Teodoro Coral, 26 de maio de 2008.
quinta-feira, abril 17, 2008
Excuse me while I kill myself

Schopenhauer diz: "suicidar é um ato inútil e insensato; destrói arbitrariamente o fenômeno individual, enquanto a coisa em si permanece intacta."
Talvez o que se passa e seja um tormento nas mentes contemporâneas seria essa idéia do fim de tudo, dos ídolos, das grandes ideologias e das grandes eras das utopias, dos planos de vida que permeavam os movimentos filosóficos que fazem parte de nossa história.
"A vida é uma grande merda, mas enquanto estiver entre os dois grandes nadas, serei eu e a minha vontade, para além de mim e do mundo e quando não houver mais nada a fazer, que a morte venha e me leve em seus braços com toda gentileza que ela tenha para oferecer e a justiça dos séculos em sua hibris. E fico feliz por não haver deus ao qual orar, nem uma vontade fora de mim a qual tenha que obedecer."
- Wenceslau Teodoro Coral, 16 de abril de 2008.
domingo, março 16, 2008
Lieben

Quão insuportáveis estas horas são
Longe de ti, de seu toque, do seu olhar
Quão triste me sinto sem esta droga
Na qual me viciei, eu, minha mente, minha alma
O cheiro de tua pele, cabelo ou sua simples presença
Tão forte esta letargia que invade a minha alma
Sinto um medo tão grande
Quase sobrenatural sobre o que sinto por ti
Longe de ti tudo me parece pálido
Minha pele fria e quase sem vida
Só é aquecida pela bebida quente que desce
Docemente pela minha garganta, dando-me vida,
esperanças ao lembrar-me de como é doce a sua presença
Sinto uma insuportável solidão dentro dessa condição
As lágrimas surgem em meus olhos, mas não caem no abismo
Eu fico a olhar todas as luzes pálidas da cidade
Imitações de um brilho muito mais intenso
Imitações do seu brilho que me dá forças para suportar sua ausência
As lembranças, as sensações e os anseios
Os pedaços da minha alma ir-se-ão quando longe de ti
Desfazendo-me aos poucos, anseio por ser inteiro novamente
Quando junto de ti estiver...
Quando junto de ti estiver e puder dizer...
Lorde Wenceslau, 16 de março de 2008.
domingo, dezembro 02, 2007
Erotische...
Um toque lascivo de sua mão
Onde mais poderia ser
Que toque doce
Excitante, perturbador... mais rápido
Por favor... nada pode parar
Eu a seguro forte, minhas mãos se desprendem de seus seios
Apenas para estacionarem mais abaixo
Que doce quentura, uma suave pele e já sinto cada cavidade escorregadia
Um movimento contínuo... um êxtase quase infinito naqueles minutos
Que doce é sentir seus lábios por todo meu corpo
Que doce é sentir todo seu corpo com os meus lábios...
Nossas mãos se prendem, como que convulsivamente
Suas costas lisas, doce pele...
Percorrendo cada centímetro... sentido cada gota de seu suor lascivo...
Deixando-a para morte daqueles minutos
Sentir e sentir cada segundo como se fosse um eterno delírio...
Como posso ser eu enquanto nem sei onde estou...
Seus braços...
Você caída e sobre ti meu corpo quente e nada mais.
Lorde Wenceslau. 27/02/2006.
terça-feira, novembro 13, 2007
Eu não estou nada bem.
Mais uma noite entregue ao nada neste quarto escuro, eu comecei a pensar se tudo não passava de loucuras da minha imaginação fértil, porém tudo se concretiza vazio, sem esperança e não sou eu que vejo o mundo desse jeito, mas sim ele que, simulando uma vontade própria, se mostrou assim, desde o momento que comecei a questioná-lo.
Os meus mitos estão todos mortos e não há ninguém em quem se apoiar, eu não estou nada bem, nada bem mesmo. Meus gritos morrem antes de existirem, reprimidos pelo meu bom senso, treino social muito útil em alguns casos, não sei bem ao certo porque, mas não me sinto bem, pensando que estou com vontade de gritar. Deus está morto e eu não estou nada bem.
O mundo provavelmente já acabou. Não quero ver os seus destroços. Quero mais uma dose de vodka. A chama pálida da vela ondula-se de um lado para o outro, mas a impressão é de ser tão frágil e fugidia. Épocas tão modernas e decorações tão medievais. Eu começo a entender o sentimento de fuga que esse lugar provoca em mim, a música de fundo, as dançarinas e meu copo com muito gelo. Deus está morto, minha mãe está longe e eu não estou nada bem.
Gostaria tanto de uma dose da alienação juvenil que impulsiona com tanto vigor a sociedade rumo ao vazio supremo, sublime e do real. Um mundo feito de imagens arquivadas em película, um mundo com cheiro de sexo descompromissado, o mundo dos sonhos dessa juventude maravilhosa e cheia de vida que para passar o tempo atira uns nos outros, mas nada que pare de vez o bom andamento da história. Como eu gostaria de me sentir vivo mais uma vez, sentindo a convulsiva vontade de não existir. Deus está morto, minha mãe está longe, Nietzsche já vai com Deus e Eu? Eu não estou nada bem mesmo.